Inês Helena

Um Caminhar Entre

Sonhos ,Poemas & Canções

Biografia

12 JUL 2017
12 de Julho de 2017


A quem se interessa pela legítima arte essencialmente brasileira, apresento-me como cantora romântica. Por crer que a arte em si não envelhece, abrigo no meu repertório Obras dos mais renomados compositores do nosso País. Para os meus shows, normalmente, seleciono canções sem me preocupar com a data de suas criações, lógico, desde que estejam condizentes com a proposta de cada roteiro.

Comecei a me interessar pela arte de cantar, desde aos 4 anos de idade e o que sempre mais me chamava à atenção de tudo o que a vida me apresentava, era sem dúvida, a música. Nela sempre encontrei um refúgio ou motivo de plena realização como quem se completa na sua total liberdade de ser. Confesso que o amor que alimento por minha profissão, é sinceramente o que me faz imaginar como se ela fosse um ser eternamente recém-nascido, necessitado de todos os mais minuciosos cuidados.

Comecei a escrever poesias com 11 anos de idade, acontecimento que exponho com detalhes no Livro “UM CAMINHAR ENTRE SONHOS POEMAS E CANÇÕES” a ser lançado em breve pela Magnífica Editora.

Em minha trajetória artística, já tive as oportunidades de atuar como atriz, cantar como primeiro soprano no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a Orquestra Sinfônica Brasileira quando eu integrava o Coral da Universidade Gama Filho. Com o mesmo Coral, participei do Projeto Aquário, no auge do seu sucesso, tendo ainda a honra de ter cantado na estréia da Nona Sinfonia de Beethoven aqui no Brasil.

Quando resolvi abandonar o curso de Pedagogia, no momento em que senti certo, passei a me dedicar ao gênero exclusivamente popular brasileiro, mas não me ausentei do erudito, estilo de música que tanto amo.

Mesmo não contando com o apoio da grande mídia, sou feliz por ocupar um lugar definitivo no “IMENSO UNIVERSO DAS ARTES”, não só cantando, mas também interpretando, escrevendo poemas, roteiros de shows, compondo, o que faço a partir dos 13 anos de idade. Antes de me profissionalizar como cantora, concorri em vários festivais estudantis e em todos os que me inscrevi, vivi o prazer de classificar minhas composições, inclusive, conquistei os prêmios de melhor canção, melhor letra, ainda como melhor intérprete e para fortalecer mais o meu entusiasmo e a vontade de seguir os caminhos da música, a comissão que julgava os concursos, era composta de importantes nomes do cenário artístico nacional, entre os quais, Mário Lago, Deyze Lúcide e tantos outros de igual importância para a cultura universal.

Durante alguns anos, participei da abertura e encerramento de um programa produzido e apresentado por Adelson Alves, transmitido pela Rádio Globo / Rio. Com ele e outros comunicadores, vivi marcante momentos em programas de emissoras de rádio e de televisão.

Com muito carinho, guardo na memória, preciosíssimas lembranças e aqui, destaco as palavras de Altamiro Carrilho que se encontrava no Teatro Toneleiros, quando eu cantava no ensaio de uma peça e ele sugerindo ao diretor da mesma, falou que eu poderia cantar todas as músicas do roteiro, pois segundo suas palavras, eu tinha talento e voz afinada para tanto.

Outro momento que vivi de igual valor foi quando eu cantava Sodade de Zé do Norte, numa seresta dirigida por Adelson Alves no Lar de Canaan, onde o autor viveu seus últimos anos. Ao terminar de interpretá-la, tive uma grande e grata surpresa. Alguém me abraçava chorando copiosamente. Era o próprio Zé do Norte, dizendo que embora a sua música fosse conhecida em muitos países através de consagradas interpretações, finalmente, tinha o prazer de ouví-la da forma como ele sempre quis. Em virtude deste acontecimento, quando ele se foi para o Eterno, indicada por Adelson Alves, fui convidada para gravar “EM ALGUM LUGAR DO PASSADO”, programa realizado em homenagem a esse grande e inesquecível autor de tantas importantes Obras do nosso cancioneiro. O programa citado ia ao ar semanalmente, através da TV Educativa, hoje, TV Brasil.

Com a produção de Adelson Alves, gravei o CD “POEMAS E CANÇÕES”, o qual tem como cortinas musicais, melodias de minha autoria e da autoria de Pedro Mateus (em memória.). Pedro Mateus e eu fomos parceiros na arte e na vida, durante 20 anos e como nosso fiel companheiro, tínhamos o seu “SINGULAR E MAGESTOSO VIOLÃO.”

Atualmente, tenho no meu repertório cuidadosamente, preparado, cerca de 1000 itens, o que me deixa bem à vontade quando preciso criar um roteiro, seja para um espetáculo a ser exibido em teatro ou em outros ambientes que não careçam do limite de músicas. Na seleção feita para eu cantar, existem Obras de:

Edu Lobo, Sérgio Natureza, Noel Rosa, Cartola, Dominguinhos, Milton Nascimento, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Pichinguinha, Lupcínio Rodrigues, Dolores Durand, Orestes Barbosa, Luiz Vieira, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Renato Teicheira, Ivan Lins, Ivor Lancelote, Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Paulo César Pinheiro e Baden Powell, Suely Costa e muitas outras Obras de compositores de igual importância como os aqui citados.

Gosto de me vestir com túnicas claras, quase sempre brancas, as quais, eu tenho o prazer de carinhosamente confeccioná-las e quando assim faço, imagino onde e como vou usá-las. É como se eu estivesse compondo um trabalho poético em tecidos. Os modelos que eu crio, têm por base, as idéias que me vinham quando ainda criança, eu cantando, já me imaginando adulta nos palcos, vestida da forma que faço desde o primeiro show da carreira. É fundamental para mim, manter a fidelidade diante de todos os sinais emitidos pela própria vida, mostrando-me tudo o que eu sempre precisei para ser uma artista realizada, em todos os sentidos. É claro que jamais dei ouvidos a idéia de ir a qualquer custo, em busca da fama ou algo não condizente com a minha História. Por assumir integralmente todas as minhas convicções, inúmeras vezes fui considerada louca, mas como não valorizo críticas destrutivas, deixei no ar em definitivo uma cabível resposta a quem abordar este assunto e que está impressa no poema a seguir.

É HORA DE SER.” Inês Helena

Se há tanta mágoa no teu riso,por que não choras?

Se não há paz no teu silêncio, por que não gritas?

Se o teu canto vem da dor que tens lá dentro, por que não o tornas no mais forte dos lamentos, quem sabe se espalhado aos quatro ventos, se acabará de vez, tanta agonia?

Se a estória que te contam não é sincera, por que esperas tanto a primavera, se é hora de assumir o teu desencanto?

Se a certeza de não ser já te domina e a loucura te consome pouco a pouco, entrega-te agora ao desespero, porque o mundo real é o dos loucos!

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Sonhos Poemas e Canções.